Inside the Box | O PDV IMPROVÁVEL
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O PDV IMPROVÁVEL

Um passageiro fica em média 72 minutos entre um vôo e outro esperando em aeroportos. Soma-se a isso um crescimento de 6,5% no número de passageiros e um aumento no consumo médio de cada um e temos um ambiente propício para bons negócios.

Se você segue pensando que lojas em aeroportos ainda são complementares e por vezes apenas uma “vitrine”, é melhor rever seus conceitos. O que era improvável aconteceu: pontos de venda em aeroporto se tornaram os queridinhos para muitos mercados.

O motivo é justamente o que afugentava as marcas antigamente: fluxo. “Poucos lugares possuem um fluxo garantido de pessoas como os aeroportos”, disse Olivier Bottrie gestor de travel-retail (varejo de viagens em tradução livre) da Estée Lauder Co. ao The Wall Street Jornal. A gigante americana pela primeira vez atingiu resultados maiores nos aeroportos do que em lojas de departamentos americanas. É verdade que esse resultado se deve também a queda das lojas de departamento, mas quem iria imaginar há 5 anos atrás que isso seria possível?

Um relatório da The Data Circle apontou que as vendas de lojas duty-free cresceu 9,3% em 2018 atingindo incríveis patamares de 76 bilhões de dólares. O mais interessante é que todos os continentes apontam crescimento nesse indicador. A China puxa a Ásia trazendo um crescimento de 15%, enquanto nas Américas o crescimento mais tímido é de 6%.

Não a toa, Bottrie afirma que o fechamento de uma grande loja de departamento “não é uma catástrofe incurável, mas o fechamento de um aeroporto seria”. O mais interessante é pensar no quão distante esse cenário é nos dias de hoje. Aeroportos são pontos consistentes e que sofrem pouca variação econômica quando comparados aos meios tradicionais de varejo.

Alguns dos pontos trazidos para esse movimento são:

  • Aumento das classes médias em países em desenvolvimento;
  • Novas leis adotadas após o 11 de setembro, fazendo os passageiros passarem mais tempo nos aeroportos;
  • Surgimento de mais empresas low costs, permitindo mais viagens;
  • Profissionalização dos pontos de venda.

O último ponto talvez seja um de maior relevância. Lojas de aeroporto costumam ser altamente diferenciadas em atendimento. Os vendedores são treinados em diferentes línguas e constantemente possuem a capacidade de interagir com múltiplas culturas.

Além da parte humana, os próprios ambientes físicos costumam ser diferenciados. Práticas de VM de ponta e retail tech pouco vistas em lojas de shopping são encontradas em diferentes duty-frees pelo mundo. Além desses, os pontos são muito utilizados para lançamentos de produtos e ações promocionais de marketing.

E você, o que acha do mercado de aeroportos para o mundo da moda? Na sua opinião, compensa o investimento de um ponto de vendas que normalmente custa mais que o comum? Deixe aqui sua opinião e vamos discutir!

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