Inside the Box | MERCADO MULTIMARCAS NA CHINA
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MERCADO MULTIMARCAS NA CHINA

O fato é cada vez mais conhecido, mas não custa reafirmar: a China possui hoje um dos varejos mais evoluídos do mundo. Com mais de 1 bilhão de consumidores e uma indústria eternamente em ascensão, os chineses criaram gosto pelo consumo e por produtos de qualidade, levando o país a puxar boa parte dos avanços mundiais do setor varejista.

O varejo mais avançado é, evidentemente, o mais digital. 1 em cada 5 compras na China são feitas através do e-commerce. Se ao ler essa informação você começa a achar que o futuro do varejo é ser 100% digital, é bom se atentar. No mercado mais digital, 80% das compras são realizadas em lojas físicas e as empresas de lá já perceberam que o futuro do varejo não será puramente digital.

Enquanto o varejo físico atrai o consumidor pela experiência de compra, pelo sentimento de tocar no produto e pela interação com a vendedora, o varejo digital entrega rapidez em efetuar a compra, comodidade da entrega em casa e transparência de preços ante os competidores. O mercado chinês já percebeu, esses canais não são concorrentes, mas sim complementares.

Uma boa maneira de entender esse movimento é ver o que está acontecendo com a indústria multimarcas no país. A China possui hoje 6.8 milhões de lojas conhecidas como Mom and Pops localizadas no interior do país. Esse mercado é muito similar ao brasileiro, altamente pulverizado e com diferentes marcas disputando a venda no PDV. Da mesma maneira, os problemas similares aos do lojista brasileiro:

  • Dados do cliente: O histórico de compras e as informações de clientes não são armazenadas em lugar algum;
  • Mercado local: O lojista não tem informações sobre o mercado local;
  • Decisões de sortimento: As decisões de compra do lojista são muitas vezes arbitrárias e baseadas em achismos.

As marcas e representantes também sofrem com a falta de informação do consumidor final (a marca não sabe o que o cliente da loja pensa sobre o seu produto). Além disso, há poucas garantias de que o produto da marca é exposto e vendido de forma padronizada e de acordo com o que a indústria acredita.

Apesar de todos os problemas desse mercado, a indústria chinesa acabou focando nas oportunidades e no potencial do varejo físico. A Alibaba (empresa mais valiosa de e-commerce da China) resolveu se aliar às lojas mom and pops e desenvolver um sistema que consiga minimizar os problemas acima. Nasceu então o LST, uma plataforma que conecta lojistas a representantes e marcas.

Os donos das lojas de conveniência podem utilizar o LST de inúmeras formas:

  • Cálculo do Sortimento: Como a Alibaba é uma gigante do e-commerce, ela possui informações da vizinhança das lojas e consegue, dessa forma, auxiliar o lojista na compra dos seus produtos. Por exemplo, o LST sugeriu a uma loja que comprasse comida de cachorro, pois a Alibaba identificou que esse tipo de produto era muito comprado pelo mercado local através do seu e-commerce.
  • Omnichannel: As lojas poderão, em breve, atender pedidos do e-commerce e entregar para consumidores locais como se elas tivessem vendido o produto.
  • ERP integrado: Além de ser uma plataforma integrada com a Alibaba, o LST também é um PDV e gerencia o estoque e questões fiscais da loja.

Para a indústria, essa solução pode trazer inúmeras reduções de custo para escalar o negócio e aumentar muito a capilaridade da marca, além de trazer insights dos consumidores do seu produto.

A indústria chinesa percebeu que o varejo físico não vai e nem deve ser substituído. A digitalização nem veio para isso, mas, sim, para melhorar as capacidades dos lojistas. O momento chinês é de entregar valor ao pequeno lojista, permitindo ele fazer frente às inovações dos grandes.

E você, o que acha dessa solução? Acha que o Brasil possui similaridades suficientes com a China para fazer o mesmo movimento? Conta pra gente aqui nos comentários!

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